BIOGRAFIA

| José Albano Pontes Santos Moita Morais de Macedo nasce a 17 de Outubro de 1930 em Benfica do Ribatejo. Cresce no seio de uma família tradicional, onde sobressai a figura do avô, José Luís Santos Moita, médico, republicano,  deputado à I Assembleia Constituinte e Governador Civil de Santarém. A influência do avô foi determinante na formação de uma consciência e empenhamento social, traços marcantes da sua personalidade.  Os grandes planos da campina ribatejana e do mar, duas alternantes da sua adolescência, são o ponto de partida para os primeiros desenhos.

Em 1951 casa, vindo a ter 5 filhos. De 1954 a 1957 cumpre o serviço militar na Índia Portuguesa, contactando com artífices e artistas, trabalhando com eles o barro e o marfim. Executa trabalhos de restauro, nomeadamente o da Capela de Nossa Senhora do Mar, em Damão.

Em 1959 inicia a sua actividade profissional nos escritórios da Siderurgia Nacional, onde trabalha durante 24 anos. Aqui toma contacto com o ferro e o aço, materiais que viria a utilizar em alguns dos seus trabalhos de pintura e escultura.

Em 1963 conhece Almada Negreiros na Cooperativa Gravura, a qual frequenta durante dois anos. Com Almada estuda e faz as primeiras experiências em gravura riscada sobre o vidro. Ainda em 1963, é premiado com um conjunto de trabalhos de gravação em marfim, nos II Jogos Florais do Trabalho.

Em 1964 desenha uma escultura em aço com 5 toneladas para as instalações do Clube do Pessoal da Siderurgia Nacional, associação da qual viria a ser Director das Actividades Culturais e Editor do Jornal Convívio.

Em 1965 conhece Artur Bual, o qual viria a influenciar a sua pintura.

Em 1972 e 1973 ilustra as capas de livros de Miguel Barbosa O Irineu do Morro e Mulher Macumba, publicados em Portugal e no Brasil. Entre 1972 e 1974 dirige as Galerias Futura e Opinião.

Em 1973 expõe diversos trabalhos nas Galerias Futura e Opinião como Hiroxima, Apocalipse, Poema para Manuel Alegre entre outros, os quais suscitaram duras críticas da imprensa do regime. Entre 1973 e 1983, escreve diversos textos de apresentação e crítica de pintura para catálogos de Francisco Simões, Silva Palmeira, Júlio Ferreira, Fernando Meneses, Maria Lucília Moita, Villar de Sousa, entre outros. Em 1980 Artur Bual retrata-o num acrílico de 2m x 1m.

Entre 1979 e 1983 impulsionou as exposições de Pintura na Codilivro. Em 1980 organiza conjuntamente com Artur Bual e Francisco Simões a exposição Viagem ao Mundo da Linha, da Forma e da Cor a qual representou uma nova forma de expor arte, alargando o seu conceito. Em 1980 o seu busto é feito em bronze pelo escultor Francisco Simões. Em 1981 desenha alguns azulejos, efectuando uma breve incursão na arte da azulejaria. Em 1983 publica o livro Cantares de Amigo, conjuntamente com outros três poetas, culminando a divulgação da sua poesia até então feita em tertúlias, na imprensa regional e em programas de poesia na rádio.

Em 18 de Maio de 1983, morre em Lisboa. Em 1983 é homenageado com uma exposição na Codilivro – Lembrar Moita Macedo. Em Outubro de 1983 é homenageado com uma exposição no Clube de Pessoal da Siderurgia Nacional.

Em 1985 é homenageado com uma exposição na  Associação de Estudantes do Instituto Superior de Economia onde participam Artur Bual, Cargaleiro, Francisco Simões, Silva Palmeira, Stella de Brito, Henrique Mourato, Isabel Seruca, Vítor Ferreira, Guy Ferreira, Álvaro Gonzaga, Mena Brito, Mário Silva, Hugo Beja, Júlio Ferreira, Maria Lucília Moita, Adão Rodrigues, Miguel Barbosa, Manuel Peliquito, entre outros.

Em 1993 é editado o livro Poema da Terra dos Homens Curvados, escrito na década de 70.

Em 1993 é homenageado na Galeria de S. Bento numa exposição de Artur Bual, Francisco Simões, Mena Brito, Francisco Relógio e Miguel Barbosa.

Em 1997 são editadas pelo mestre António Inverno três serigrafias de obras de sua autoria.

Em 2000 Urbano Tavares Rodrigues escreve o prefácio para um novo livro de poesia ilustrado por Francisco Simões, editado em Outubro de 2002 pela Estar-editora.

Em 2001 Miguel Barbosa ilustra igualmente um livro da sua poesia, a publicar.

Em Dezembro de 2002 é homenageado, na Câmara Municipal de Lisboa, no lançamento do seu livro “Poemas” em simultâneo com uma exposição da sua pintura, por Urbano Tavares Rodrigues, Francisco Simões e Maria João Fernandes.

Em 2003 o Centro Português de Serigrafia produz quatro serigrafias de obras suas e é editado o livro de Alice Tomaz Branco, Moita Macedo, Obra Plástica, editado pela Caleidoscópio.

Em 2005 é publicado o livro do Prof. Doutor António Batista Pereira, "Moita Macedo Desenhos" com prefácio do Prof. Doutor Vítor Serrão.

Em 2006 é editado pela Universal um CD com a sua poesia dita por Maria Barroso, Rosa Lobato de Faria, José Fanha e Vítor de Sousa.

Em 2010, foi selecionado um painel de azulejos da sua autoria para representar os Prémios atribuídos no âmbito dos Investor Relations & Governance Awards 2010 em Lisboa.